O RCM encontra suas
raízes no início da década de 1960. O trabalho de desenvolvimento inicial foi feito pela industria de aviação civil norte americana. A necessidade deste desenvolvimento nasceu quando as empresas aéreas, naquela
época, começaram a compreender que muitas das filosofias de manutenção eram
não somente muito onerosas, mas vivamente perigosas.
Esta percepção incitou a industria colocar juntos uma serie de "Grupos de Direcionamento da Manutenção" ("Maintenance Steering Groups - MSG") para re-examinar todas as coisas que estavam sendo feitas para manter suas
aeronaves no ar.
Estes grupos consistiam de representantes dos fabricantes de
aeronaves, das empresas aéreas e do governo norte-americano (FAA - Federal Aviation Administration).
A primeira tentativa de um processo racional, base-zero, para formulação de estratégias de manutenção foi promulgada pela Associação de Transporte Aéreo (ATA - Air Transport Association) em Washington, DC, em 1968. A primeira tentativa ficou sendo conhecida como MSG-1.Um refinamento - atualmente conhecido como MSG-2 - foi promulgado em 1970.
Na metade da
década de 1970 o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (US Department of Defense) queria saber mais acerca do
então estado da arte do pensar a manutenção na aviação. Foi autorizado um relatório sobre este assunto vindo da indústria de aviação, escrito pelos engenheiros Stanley Nowlan e Howard Heap, ambos da empresas United Airlines, para o qual foi dado o titulo de "Reliability-Centered Maintenance - RCM".
O referido
relatório foi publicado em 1978, e ainda hoje e um dos mais importantes documentos - se não o mais importante - na historia do gerenciamento da confiabilidade operacional de ativos físicos. Este relatório esta disponível a partir do Serviço Nacional de Informação Técnica do governo norte-americano (US Government National Technical Information Service, Springfield, Virginia). Em nossa
biblioteca temos cópia disponível.
O relatório de Nowlan e Heap representou um considerável avanço sobre o pensamento do MSG-2 e foi utilizado como uma base para o MSG-3, que foi promulgado em 1980. O MSG-3 foi revisado duas vezes. A revisão 1 foi lançada em 1988 e a revisão 2 em 1993. E usada ate hoje para desenvolver programas de manutenção, para novos tipos de aeronaves, recentemente incluindo o Boeing 777 e o Airbus 330/340.
Copias do MSG-3,
revisão 2 estão disponíveis na Associação de Transporte
Aéreo (ATA - Air Transport Association) em Washington, DC. O relatório de Nowlan e Heap e o MSG-3 tem sido, desde então, usado como uma base para varios padrões militares de RCM e para derivativos
não aeronáuticos. Destes, de longe, o mais extensamente utilizado é o RCM conforme a norma SAE .